Pesquisar este blog

Pin It

quarta-feira, 11 de março de 2015

O processo criativo na MODA!

Pessoal da moda e pessoal que não é da moda, as vezes pensamos como nascem as coleções ? de onde os tão famosos e ainda pouco conhecidos designers de moda tiram tanta ideia ...como conseguiram chegar em tamanha "viajem" ? Alguns até brincam só "fumando um..." ! Mais não! É tudo fruto de um processo , que envolve pesquisa , criação e desenvolvimento!

Uma marca brasileira que desenvolve um ótimo trabalho de processo criativo em suas coleções é a já conhecida e com loja internacional OSKLEN !
Confiram o vídeo para verem do que estou falando ...


" moda não é o design de alguma coisa , moda é uma forma  de expressão com um certo tipo de linguagem! A minha expressão é imagética, a natureza integrada ao urbano a sofisticação com o simples, tecnológico com o rustico ...eu gosto de trabalhar com os opostos. E esta simbologia eu decodifico em uma linguagem de design de moda, é a OSKLEN. Eu não criei uma marca , eu criei um estilo, que não é nem rustico nem tecnológico , ele é o meio. "Oskar Metsavaht

 verão 2011 da Osklen
"O algodão, tecido de fibra natural, leve e facilmente tingido, foi escolhido como base para quase toda a coleção. A partir dele, criaram-se modelagens diferenciadas, com texturas e recortes. Nele, também, foram empregados os mais diversos tons de azul, por meio de tingimentos artesanais com o índigo natural, além de outros beneficiamentos que não agridem ao meio ambiente, como o silicone orgânico, que rendeu a algumas peças o visual “molhado”. A preocupação com a natureza é algo bastante associado à imagem da Osklen, que sempre procura ser a mais correta possível no que diz respeito à produção de seus artigos…"















Outro exemplo de processo criativo é o apresentado no documentário “Caderno de Notas sobre Roupas e Cidades”, Notebook on cities and Clothes : de Win Wenders e Yohji Yamamoto .
"O documentário traz algumas questões mais filosóficas sobre identidade, copia , relação com as cidades e mais alguns temas que ainda permanecem atuais depois de 23 anos da gravação.
"Em uma mesma cena é possível ver Paris e Tóquio, as mãos do cineasta e do designer em cidades diferentes manuseando um mesmo livro de fotos antigas – pois Yamamoto diz não acreditar no futuro, mas sim no passado, nas coisas que já realmente aconteceram. Os dois também conversam enquanto disputam uma partida de sinuca, em uma estrutura metálica com Paris ao fundo e, ao mostrar trechos do desfile que Yohji preparava durante as filmagens, é como se as modelos desfilassem sobre dois monitores que exibiam as roupas sendo desenvolvidas e seu criador."


"Anotações para Roupas e Cidades (Aufzeichnungen zu Kleidern und Städtden)” é um documentário de 1989, feito por Win Wenders, sobre o estilista japonês Yohji Yamamoto. No início do filme Wenders diz: “Moda. Eu não terei qualquer envolvimento com ela. Pelo menos esta foi minha primeira reação quando o Centre Georges Pompidou, em Paris, pediu que eu fizesse um curta metragem no contexto da moda. O mundo da moda. Eu sou interessado no mundo, não na moda! Mas talvez fosse precipitado descartar a moda. Por que não, olhá-la sem preconceito? Por que não examiná-la como outra indústria qualquer, como os filmes, por exemplo? Talvez a moda e o cinema tenham algo em comum. E além disso, este filme me daria a oportunidade de conhecer alguém que já havia despertado minha curiosidade, alguém que trabalhava em Tóquio (O estilista Yohji Yamamoto).

Neste documentário, Win Wenders explora a analogia entre a criação de roupas e a montagem de um filme. Estilista e diretor: ambos artistas. E duas metrópoles: Tókio e Paris, cujas belíssimas arquiteturas são transpassadas por estes artistas e suas respectivas obras. Wenders, que em princípio havia desdenhado o assunto “moda”, ao comprar uma camisa e uma jaqueta da marca de Yohji, chega a dizer que com estas peças sente-se protegido como um cavaleiro em sua armadura. E que a jaqueta o lembra a infância e seu pai, como se a essência desta memória tivesse sido costurada nela. “Como Yamamoto sabia sobre mim – sobre todo mundo?
O filme mostra o estilista Yohji Yamamoto olhando, muitas vezes, fotos de pessoas de antigamente, admirado com as gravuras que ele tenta desvendar: quais eram, por exemplo, suas profissões e idades? Em uma cena, ele estuda a foto de Jean Paul Sartre, por Henri Cartier-Bresson, fica fascinado com o corte da grande lapela do casaco que Sartre está usando. O filme documenta, poeticamente, como Yohji desenha as suas roupas: ele começa pelo material, tocando e observando a vocação formal que o tecido possui, para depois, então, criar. Além disso, o estilista afirma: “Se a moda é a roupa, ela não é indispensável. E se a moda é uma maneira de perceber nosso cotidiano, então ela é muito mais importante. Dentre tudo que se chama arte – pintura, escultura, etc. – poucas podem, como a moda ou a música, influenciar tão diretamente as pessoas. A moda é uma comunicação única. Essencial, relativa à sensações vividas por uma geração que usa a roupa que quiser.(...)Tenho sempre vontade de encontrar as pessoas e falar com elas. Isso me importa mais que tudo. O que fazem? O que pensam? Como vivem? Aí posso começar a trabalhar.” Para Yohji, criar uma roupa ou um acessório significa pensar nas pessoas"


POSTADO POR AURI MORAES (barraauriele@hotmail.com)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Confiram

Confiram